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A página da Química
Florianópolis
, 21.02.2000
Ano 1 Número 22 arquivo
Departamento Química - UFSC
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A cafeína é a droga mais consumida em todo o mundo. Gostamos tanto, que uma de nossas refeições diárias foi nominada em sua homenagem (café-da-manhã). Esta droga pode ser encontrada no café, chá, chimarrão, refrigerantes e no chocolate. A grande maioria dos brasileiros adultos consomem doses diárias de cafeína superiores a 300 mg, e muitos são viciados. Você já se perguntou o que torna a cafeína tão popular? Por que milhões de pessoas usam esta droga? O QMCWEB desta semana apresenta a CAFEÍNA.

A Química da Cafeína
A Cafeína é um alcalóide. Entre os vários alcalóides existentes na natureza, encontram-se as metilxantinas. Existem 3 metilxantinas particularmente importantes: a 1,3,7-trimetilxantina (cafeína), a 1,3-dimetilxantina (teofilina) e a 3,7-dimetilxantina (teobromina). Todos são derivados da purina (o grupo xantina é a 2,6-dioxopurina) e inibem a cAMP fosfodiesterase. Teobromina e teofilina são duas dimetilxantinas, com dois grupos metilas somentes, em contraste à cafeína, que possui três. Ambas têm efeitos similares à cafeína, porém bem menos acentuados. A teobromina é encontrada no chocolate, no chá, na noz moscada, mas não no café. No cacau, a concentração de teobromina é 7 vezes maior do que de cafeína! A teofilina possui mais efeitos no coração e na respiração, sendo, por isso, mais empregada em medicamento para asma, bronquite e efisemas do que a cafeína. É encontrada, também, no café. No organismo, estes compostos são facilmente oxidados para o ácido úrico e outros derivados.

A cafeína é a 1,3,7-trimetilxantina - um pó branco cristalino muito amargo. Na medicina, a cafeína é utilizada como um estimulante cardíaco e um diurético. Ela também produz um "boost" de energia, ou um aumento no estado de alerta - por isso motoristas e estudantes tomam litros e café para permanecerem acordados. A cafeína é uma droga que causa dependência - física e psicológica. Ela opera por mecanismos similares às anfetaminas e à cocaína. a cafeína é um alcalóideSeus efeitos, entretanto, são mais fracos do que estas drogas, mas ela age nos mesmos receptores do sistema nervoso central (SNC).
Se você sente que "não funciona" sem um copo de café, é porque você já está viciado em cafeína...

A ação da cafeína no organismo

A ligação da adenosina, um neurotransmissor natural, aos seus receptores, diminui a atividade neural, dilata os vasos sanguíneos, entre outros. A cafeína se liga aos receptores da adenosina e impede a ação da a adenosina é um neurotransmissormesma sobre o SNC. A cafeína estimula a atividade neural e causa a constricção dos vasos sanguíneos, pois bloqueia a ação da adenosina. Muitos medicamentos contra a dor de cabeça, tal como a Aspirina Forte, contém cafeína - se você estiver sofrende de uma dor de cabeça vascular, a cafeína irá contrair os vasos sanguíneos e aliviar a dor. Com o aumento da atividade neural, a glândula pituitária (localizada sobre os rins) "pensa" que algum tipo de emergência está ocorrendo, e libera grandes quantidades de adrenalina, que, como já visto no qmcweb, causa uma série de efeitos no corpo humano, como a taquicardia, aumento da pressão arterial, abertura dos tubos respiratórios (por isso muitos medicamentos contra a asma contém cafeína), aumento do metabolismo e contração dos músculos, entre outros.


Doses médias

>café coado: 150 mg /xícara
>expresso: 350 mg /xícara
>instantâneo: 100 mg /xícara
>descafeinado: 4 mg /xícara
> chá: 70 mg /xícara
> coca-cola: 45.6 mg /lata
> diet coca-cola: 45.6 mg /lata
> pepsi cola: 37.2 mg /lata
> diet pepsi: 35.4 mg /lata
> chocolate: (200g): 7 mg

Um outro modo de ação da cafeína é o bloqueio da enzima fosfodiesterase, responsável pela quebra do mensageiro cAMP, então os sinais excitatórios da adrenalina persistem por muito mais tempo. Repare como as estruturas da cafeína, adenosina e cAMP são similares.

A cafeína também aumenta a concentração de dopamina no sangue (assim como fazem as anfetaminas e a cocaína), por diminuir a recaptação desta no SNC. A dopamina também é um neurotransmissor (relacionado com o prazer) e suspeita-se que seja justamente este aumento dos níveis de dopamina que leve ao vício da cafeína.
Resumindo, a cafeína, em curto prazo, impede que você durma porque bloqueia a recepção de adenosina; lhe dá mais "energia", pois causa a liberação de adrenalina, e lhe faz sentir melhor, pois manipula a produção de dopamina.

A descoberta do café
Os historiadores dizem que o café foi descoberto na Etiópia, em torno de 700 AC, onde a planta crescia naturalmente. Alguns pastores perceberam que suas ovelhas não conseguiam dormir, à noite, após comerem os frutos desta planta. Durante o século XIV alguns pés de café foram plantados na Arábia. Eles chamaram esta planta de Kaweh, e era usado como alimento, na fabricação de vinho e como remédio. Por volta de 1500, o café já estava na Turquia e na Itália e, em 1720, já estava em Paris. Em 1736 o primeiro pé de café foi plantado em Porto Rico e, menos de 20 anos mais tarde, já era o principal produto de exportação do país (como continua sendo até hoje!). A economia brasileira, por um longo período, teve no café o seu principal produto (o que não é novidade para quem acompanha a novela Terra Nostra). O país com o maior consumo per capita de café é os EUA, e, lá, as variedades preferidas são as provindas da Colômbia e de Porto Rico.



O problema do consumo de cafeína só aparece em longo prazo.
O mais importante é o efeito que a cafeína tem sobre o sono. A recepção de adenosina é muito importante para o sono, principalmente para o sono profundo. O tempo de meia-vida da cafeína no organismo é de 6 horas. Portanto, se você beber um xícara de café (200 mg de cafeína) por volta das 15:00h, cerca de 100 mg de cafeína ainda estarão em seu corpo lá pelas 21:00h. Você ainda estará apto a dormir, mas provavelmente não irá usufruir os benefícios do sono profundo. No dia seguinte, você precisará mais cafeína para se sentir melhor, e este círculo vicioso continua, dia após dia. Se você tentar parar de consumir cafeína, você irá se sentir deprimido e, algumas vezes, com uma terrível dor de cabeça - causada pela excessiva dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro. Estes efeitos negativos o forçam a correr de volta para o consumo de cafeína. Esta é a principal razão que leva os fabricantes de refrigerantes a adicionar cafeína aos seus produtos - o consumidor se torna viciado e as vendas aumentam!

Como é feito o café descafeinado?
Até 1980 o café era descafeinado com diclorometano, que dissolvia a cafeina, seletivamente, sem "carregar" os açúcares, peptídeos e ingredientes de sabor. O diclorometano, então, extraia a cafeína sem mudar o sabor ou aroma do café. Entretanto, o diclorometano é tóxico e surgiram evidências de que era carcinogênico. O acetato de etila, então, foi o substituto até o início dos anos 90. Mas este também era moderamente tóxico. Foi somente a partir de 1990 que um solvente não tóxico e mais natural passou a ser usado: o fluído supercrítico de dióxido de carbono. Acima de 72.8 atm e 304.2 K a densidade do gás CO2 e de seu líquido é idêntica, e este se torna um fluído supercrítico. O fluído dissolve substâncias como um líquido, principalmente substâncias orgânicas, como a cafeína. O processo de extração é simples: o CO2 supercrítico, sob alta pressão, "lava" os grãos de café, e dissolve cerca de 99% da cafeína presente. A cafeína, então, é isolada e vendida para a indústria farmacêutica. E o café descafeinado vai para as prateleiras de supermercados, atendendo a pessoas que apreciam do sabor do café, mas que não querem passar a noite em claro...

Estudos indicam que o consumo de cafeína durante a gravidez pode ser prejudicial para o feto, porém os cientistas garantem que os males só aparecem se o consumo for exagerado. A cafeína pode ser letal, se ingerida em grande quantidade. A dose necessária para matar 50% de um certo grupo de indivíduos (LD-50) é de 75mg/kg. Para um adulto de cerca de 80 Kg, seria necessário ao equivalente a algo como 150 xícaras de café. Felizmente, ainda podemos continuar tomando nosso cafezinho, com moderação...

internet.cafeína
Saiba mais!!!
> como degustar o café: a técnica
> como extrair a cafeína do chá
> como a cafeteira elétrica funciona
> CoffeScience: a ciência do café
> a adenosina e o sono
> humor: TooMuchCoffe Man



 


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>Químicos aceleram o computador!
Um novo material foi descoberto, por pesquisadores da MSU, nos EUA. O material é formado pela combinação de 3 elementos: césio, bismuto e telúrio, e a descoberta foi publicada no exemplar de 11/fevereiro do jornal Science. Mercouri Kanatzidis, professor de química na MSU e responsável pela descoberta, explica que é um material termoelétrico e que, pela passagem de corrente elétrica, o material pode levar a temperatura até 100 graus celsius abaixo da temperatura inicial! Isto pode ser usado para resfriar componentes de computadores, como chips e circuitos integrados. Estes componentes trabalham muito mais rápidos em temperaturas menores. Hoje, a maioria dos computadores utiliza ventiladores para resfriamento. Mas, como o poder dos chips aumenta a cada dia, os ventiladores já não dão conta do recado. "A fan is not going to be enough. We'll need a more active way to remove the heat", diz Mercouri. "What we've done, at least so far, is demonstrate that a new material actually exists and can out-perform the current material in a given temperature range."

>Álcool e nicotina: um link cerebral!
Quem é fumante e já tentou parar de fumar sabe como é difícil resistir a esta tentação, principalmente na presença de um copo de cerveja. O álcool parece estimular o apetite por nicotina. Um grupo de cientistas do Centre for Addiction and Mental Health de Toronto, Canadá, liderados por Dzung Anh Le, observaram a existência de um link entre o consumo de nicotina e álcool, em experimentos com ratos. Eles "viciaram" uma grande população de ratos em nicotina e álcool. Os cientistas bloquearam quimicamente, então, os receptores de acetilcolina do cérebro de alguns ratos - estes receptores se associam com a nicotina mas, até então, não tem nenhuma relação com o álcool. O resultado foi surpreendente: estes ratos que tiveram os receptores bloqueados perderam, subitamente, o interesse por álcool. "This leads us to believe that at least some of the action of alcohol is mediated in part by the effects on these nicotinic receptors...," explica Le. "When you are drinking these nicotinic receptors may be activated." Agora que os cientistas encontraram uma conexão entre álcool e nicotina, eles esperam revelar a natureza desta relação. Futuros testes irão mostrar como o álcool e a nicotina partilham os mesmos receptores e, ainda, se esta relação é hereditária.

>Experiências fora do corpo!
A grande maioria dos pacientes que saem do coma, relatam uma experiência comum, que muitos religiosos atribuem a uma visita ao além: um sentimento de que a "alma" sai do corpo, vai para um túnel de luz, seguido pelo sentimento de uma presença superior - Deus, para os crédulos. Em um certo momento, relatam os pacientes, eles sentem um tipo de excitação que os faz voltar e, então, saem do coma. Este tipo de relato é sempre muito parecido, independente da cultura ou país do paciente. O Dr. Bruce Greyson, um psiquiatra da University of Virginia, estudou profundamente 134 pessoas que estiveram muito próximo da morte, e chegou a resultados reveladores. Greyson diz que todos estes sintomas são, na verdade, parte do mecanismo de defesa de nosso organismo em vista da morte eminente - é como se o cérebro trata-se de dissociar o corpo doente e doloroso de nossa consciência. "The conclusion is that this is something that people do under stress, presumably the stress of coming close to death. And it gives them the ability to dissociate, to block out certain aspects of what they're experiencing more than other people can", explica Greyson. O túnel, a luz, e tudo mais, são, na verdade, uma espécie de "screen saver" cerebral, gerado nesta condição máxima de stress. Seu estudo foi publicado no jornal Lancet desta semana.


>Bactérias que limpam os dentes!
"Pode cuspir. Agora vá para casa e coma muito açúcar". Estas palavras podem parecer bizarras para um dentista, mas pode ser exatamente o que você irá ouvir muito em breve. Uma nova forma de tratamento para cáries está sendo desenvolvida, deixando as obturações completamente ultrapassadas. Dr. Jeffrey Hillman, da University of Florida, alterou geneticamente uma bactéria derivada da Streptococcus mutans - a mesma que é responsável pela cárie, e a transformou em uma "amiga". "Basically, what we're doing is replacing bad bacteria with the identical bacteria that happens not to produce lactic acid and consequently happens not to cause tooth decay," explica Hillman. "But the difference between the two is negligible." No lugar do ácido lático, que corrói o dente, a bactéria produz acetoina e etanol, dois produtos inofensivos para os dentes. Além disso, a bactéria modificada produz um antibiótico conhecido como mutacin 1140, letal para as bactérias que causam a cárie. Por isso o dentista irá aconselhar o paciente a comer açúcar: a colônia de bactérias modificadas irá aumentar e exterminar as bactérias causadoras da cárie. Esta técnica já foi submetida para o FDA e está aguardando aprovação para iniciar os testes clínicos. Nós já nos aproveitamos de bactérias benéficas desde os tempos mais remotos. Mais de 1000 bactérias benéficas, que residem em nosso organismo, já foram identificadas. "What we're trying to do with replacement therapy is to speed up, in a laboratory, this natural process," garante Hillman. "We're trying to do in 20 years what it would take nature 100,000 years to do."

QMCWEB://do.leitor

Este espaço é seu! Diz aí...

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Bom Dia a todos! É bem cedo e eu estava à procura de esclarecimentos técnicos sobre alguns assuntos de meu interesse, quando sem querer(aliás nada é por acaso) encontrei este site estupendo que veio a calhar e que realmente caiu do céu. Sou Técnica em Química me especializei em Alimentos e faço uma pesquisa na área de mel e derivados. Se algúm dos leitores deste quiser trocar idéias, é só me procurar.Parabéns aos realizadores desta HP!!!Bye,Bye!
Telma de Almeida Barcellos
- tlerim@bol.com.br
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D+!!! Parabéns ao pessoal do qmcweb!Achei demais a matéria sobre internet e muito legal os sites citados na edição.Acho que a internet cada vez mais fará parte de nosso dia a dia, e que nós temos a necessidade de nos atualizarmos para não ficarmos para trás.
Bianca - schweitzer@loja.net
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Sou professora de Química . Gostaria de nova ideias para minhas aulas prática de Química. Alunos do ensino médio e fundamental.
Ivaneide Mendonça - siree@zipmail.com.br
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Estou precisando encontrar material que fale dos Princípios Metodológicos da Química, sgundo a Lei de Diretrizes e Bases. Ajudem-me a encontrar. Grata,
Cida Marques
- cidamarx@brasilmail.com.br
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Gostaria de saber por gentileza, se vocês sabem de algum website de Física, Matemática... com aulas virtuais, como as desta HP.
Felipe Hardt - felipe@netcon.com.br
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Gostaria de receber informações sobre o ENEQUI 2000, onde e quando começam as inscri ções.
Iara Bresciani
- iarai@brasilnet.com.br
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Gostaria de material sobe ligações química (interatômicas, intermoleculares),teoria do Octeto,pontes hidricas, dipolo, força de wan der walls,reações de eliminaçãoaceptores de hidrogênio,reação química. obs:.Estou no 2 período de Nutrição.
Salvia Belota - salvia@internext.com.br
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Gostaria de saber mais sobre o processo de absorção da aspirina no organismo. Obrigada!
Carolina Rodrigues - carol_vet@zipmail.com.br
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Gostaria de saber porque a água oxigenada descolore os cabelos. Que reação ocorre??
Karla - karlacs@zaz.com.br

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Editorial

Nesta edição, o QMCWEB mostra que aqui tem café no bule! :) A cafeína, sem dúvida, é a droga predileta - está na mesa, logo de manhã. Não há uma repartição pública que não tenha uma cafeteira. O cafezinho já é institucional! A política brasileira foi, ou ainda é, a do "café-com-leite". É tão popular que atende por regionalismos, tal como "pingado", "média", etc. Tem gente que não gosta de café - mas come chocolate, toma guaraná, ou chupa chimarrão... todos estes são, também, cafeinófilos, como a grande parte da população. Com tamanha onipresença, a cafeína não poderia deixar de estar aqui, também, no QMCWEB.

Algo me chamou a atenção nestas últimas semanas: o QMCWEB é o único veículo de comunicação de nossa universidade que se manteve funcionando durante o período de recesso escolar. Nenhum outro, incluindo jornal universitário, unaberta, zero ou jornal da apufsc teve edições em janeiro ou fevereiro. Esta já é quarta edição do QMCWEB do ano 2000. Isto porque, nas férias, os movimentos estudantis, as reivindicações sindicais e os indicativos de greve podem até parar; mas a ciência, entretanto, tal como os cientistas, não pára. Nem tão pouco o QMCWEB. E o número crescente de leitores e/ou assinantes do QMCWEB está aí para confirmar o que o seu editor já sabia: a internet e os internautas ficam "ligados", mesmo nas férias...

Muitos e-mails chegam à redação do QMCWEB e, alguns deles, pedem para o QMCWEB deixar de publicar frases em inglês. O idioma oficial do QMCWEB é, sem dúvida, o português. Mas o editor optou por não traduzir frases ditas por cientistas - tal como na matéria sobre o Einstein - para não cometer nenhum sacrilégio. Só isso. O inglês, como todos sabem, é o idioma oficial e universal da ciência. Quem sabe o QMCWEB não desperte, também, o interesse por este idioma... Já se imaginou vendo um filme sem ter que olhar para a legenda?! Ou, melhor, ser um assinante da Nature ou da Science?

No próximo exemplar, as aulas na UFSC já terão iniciado - o QMCWEB dá boas vindas a todos os calouros!!! Neste semestre, o departamento de química estará cheio de novidades na internet... aguardem!



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Na edição 21, perguntamos:
"Você já estudou pela internet?"
71% NÃO
21% SIM
Total: 483 votos




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Os plásticos podem conduzir eletricidade, à temperatura ambiente?

não, nunca.
sim, todos conduzem.
alguns, sim.
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