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QMCWEB
pergunta:
Quantas
dimensões tem o nosso universo?
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Receba
o QMCWEB @ home!!!
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Florianópolis,
13.09.99
Ano 1 - Número 11 |
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A
página da Química
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Departamento Química - UFSC
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Nem
sólidos, nem líquidos:
Cristais
Líquidos

Estão
nos mostradores da calculadora, do relógio digital e do forno de
micro-ondas; no monitor do laptop, e, mais recentemente, no televisor
de tela plana. Os cristais líquidos também estão
entre as linhas de pesquisa do nosso departamento de química. O
que são, como são formados e que propriedades possuem?
O
que são os Cristais Líquidos?
O Cristal Líquido é um estado da matéria intermediário entre
o estado sólido e o líquido: um estado mesomórfico
(do Grego mesos morphe: entre dois estados). O nome dado à
molécula que origina uma mesofase é Mesógenos. Um líquido
é isotrópico: qualquer propriedade física verificada
independe da direção da medida. Um sólido, por outro
lado, possui
planos de simetria, é anisotrópico. O cristal líquido
também pode ser definido como sendo um líquido 'orientacionalmente
ordenado' ou um sólido 'posicionalmente desordenado', combinando
a anisotropia ótica e elétrica do estado sólido com a fluidez e mobilidade
molecular do estado líquido.
Como
são formados?

Os cristais líquidos orgânicos são
conhecidos desde o século passado, e eles podem ser divididos em
duas grandes famílias, de acordo com a maneira que são formados:
os Termotrópicos
( pode
ser alcançado pelo aquecimento de um sólido cristalino ou resfriamento
de um líquido isotrópico; depende da temperatura)
.
e os Liotrópicos
(pode
ser alcançado ao dissolver um surfactante em um solvente, geralmente água;
depende da concentração)·
Em
materiais mesomórficos, as forças intermoleculares responsáveis pelo arranjo
molecular são essencialmente as mesmas que operam nos sólidos moleculares.
No entanto, somente certas moléculas mostram comportamento líquido cristalino.
Em geral, os requerimentos moleculares para um cristal líquido
podem ser resumidos como:
> As moléculas necessitam ser estruturalmente anisotrópicas
> Precisam possuir, na maioria dos casos, dipolos permanentes
> Serem polarizadas anisotrópicamente
Que
propriedades possuem? 
A maneira
como é feita a organização espacial do cristal líquido
reflete a estrutura de sua mesofase. A caracterização das mesofases
formadas pelos materiais cristais líquidos podem ser verificadas ou observadas
por diferentes métodos; o
método clássico mais utilizado é a observação das texturas mostrada pelas
mesofase, por meio de um microscópio de luz polarizada equipado com uma
unidade de aquecimento. Cada mesofase exibe uma ou várias texturas características;
seu estudo é realizado pela observação de vários ciclos de aquecimento
e resfriamento, e em casos favoráveis é possível a caracterização
da fase sem ambigüidade. Embora, o método seja simples, em muitos casos
é insuficiente e é necessário usar outras técnicas, como difração
de raios-X
da mesofase, testes de miscibilidade, etc. Métodos calorimétricos tem
sido usados para a determinação de variáveis térmicas e termodinâmicas
envolvidas nas transições de fase, mas são de pequena utilidade na identificação
da mesofase. De modo geral, uma combinação dos vários métodos disponíveis
permite uma identificação segura da mesofase.

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qmcweb://VÍDEOS:
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Veja
como um cristal líquido de mesofase nemática pode
mudar sua orientação em função do potencial
elétrico aplicado e, em virtude disso, permitir ou não
a passagem de luz:
[vídeo1: fechado]
[vídeo2: abrindo]
[vídeo3: aberto]
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DISPLAYS:
uma das maiores aplicações dos cristais líquidos
são os displays (LCD), encontrados
em calculadoras, relógios, monitores, etc. Neste caso, a organização
da mesofase pode mudar em função de um potencial elétrico
aplicado. E, então, a quantidade de luz que pode passar pelo cristal
líquido está relacionada com a ddp aplicada (ver figura).
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GRUPO
DA UFSC PESQUISA CRISTAIS
LÍQUIDOS: |
O
grupo coordenado pelo prof. Hugo
Gallardo, do departamento de Química, atua na área
de cristais líquidos. Seu trabalho envolve a síntese
e caracterização
de
compostos que apresentam mesofases, e o estudo de suas propriedades
físico-químicas. |
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Espectroscopia
Virtual:
análise química a distância
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Imagine
a seguinte cena: um caminhão com carga tóxica tomba
na estrada. De longe, policiais, usando alguns binóculos especiais,
identificam todas as espécies químicas presentes na
nuvem tóxica que sai do veículo.
Parece ficção, mas Espectroscopia Virtual já
é uma realidade. Um time de pesquisadores do Sandia
National Lab em New Mexico, do MIT in Boston, e da Honeywell
Co. criou o Polychromator, um espectroscópio correlacional
em um chip, baseado em hologramas e sistemas microeletromecânicos
(MEMS). Mike Sinclair, um dos cientistas da Sandia, diz que espectroscopia
correlacional é uma técnica comum no laboratório:
"It is highly selective, and very sensitive, but you need a reference
cell containing the gas species you are testing for. By comparing
the spectra from a reference sample, illuminated with IR radiation,
you can identify the target species. But the apparatus is bulky and
corrosive gases are difficult to contain in reference cells. So we
replaced the reference cells with holograms etched on silicon chips
using standard photolithographic technology." O holograma, portanto,
é o substituto da cela de referência, utlizada na espectroscopia
correlacional de laboratório. Cada holograma é um gradiente
de difração que mimetiza as propriedades espectrais
de um certo composto químico. O Polychromator pode ser programado
para gerar sequencialmente espectros de um grande número de
compostos. O aparelho, então, compara o espectro das substâncias
analizadas (como a carga tóxica saindo do caminhão)
com os hologramas gerados pelo chip e, então, determina qual
é o gás tóxico.
"We think it will be able to sample very rapidly and sound an alarm
when it found a match." diz Sinclair.
O aparelho faz leituras precisas de espectros de até 5 km
de distância, dependendo da intensidade da radiação
IR emitida pela amostra. "The major limitation will be how much
IR radiation will be available. In daylight, on a battlefield or after
an industrial accident, we should be able to get readings from 3-5
kilometres away, using a device that would fit into one tube of ordinary
binoculars."
O Polychromator estará em breve no comércio; o Sandia
é dono das patentes e os dispositivos são fabricados
na Honeywell. |
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SUPER-HERÓIS
SINTÉTICOS
vs. SUPERBUGS
O
grande vilão da humanidade bem poderia ser alguém como o
grandalhão Godzilla ou,
quem sabe, algum alienígena remanescente
do filme Men in Black. Porém, para
a medicina, o supervilão que ameaça a humanidade é
muito menor que o ponto no final desta linha.
São formas de vida minúsculas
que, nos últimos anos, estão ficando cada vez mais poderosas
e resitentes a tudo o que a medicina tem para oferecer.
Os vilãos
que realmente ameaçam nossa sobrevivência são as inúmeras
espécies de bactérias microscópicas que cohabitam
não somente nossa vizinhança, mas também nossos corpos.
Na maioria dos casos, as bactérias são inofensivas e, algumas
vezes, até mesmo benéficas. Mas, as vezes, especialmente
quando o sistema imunológico de nosso organismo está debilitado,
as bactérias podem crescer e se multiplicar, saindo de controle,
e causar uma infecção. A maioria de nós, então,
sabe exatamente o que fazer: tomar um antibiótico! Certo?...
Bem, nem tanto. Ninguém pode duvidar do poder
e benefício trazido pelos antibióticos, desde que eles vieram
ao mercado, em 1940. Mas os médicos alertam: as bactérias
estão se tornando resistentes aos antibióticos conhecidos.
Nos hospitais, uma variação do Staphylococcus
(MRSA) ronda os corredores e salas cirúrgicas. Esta bactéria
é imunde a praticamente todos os antibióticos disponíveis!
Como escapar, então, destes novos "SuperBugs?".
Os médicos descobriram que podiam, ainda, vencer estas bactérias
com uma droga chamada vancomicina. Mas algumas internações
hospitalares chamaram a atenção:
Em 1997, ocorreram 3 infecções (uma no Japão e duas
nos EUA) de MRSA que eram resistentes mesmo a vancomicina. Estas bactérias
eram, na verdade, resistentes aos mais de 100 tipos de antibióticos
testados. Está na hora dos SUPERQUÍMICOS entrarem em
ação!
vancomicina
e penicilina
Um químico
sabe que o mecanismo de ação das drogas e as maneiras de
melhorar seus efeitos jazem em sua estrutura química. A
estrutura da vancomicina é complexa e tem intrigado os químicos
desde a sua elucidação, em 1977. A droga é constituida
por um esqueleto de 7 amino ácidos (os tijolos das proteínas)
inteligados por cadeias laterais. No topo da molécula estão
dois acúcares parentes da glucose.
| Sabão
com bactericida (Protex) - diga não! |
Sabonetes
com antibióticos podem contribuir para aumentar a resistência
das bactérias - é o que disseram McMurry
e Levy, pesquisadores da Tufts University Medical School em
Boston, em um artigo da revista Nature (Aug 6 1998). Sua pesquisa
mostrou que o triclosan, um dos principais antibióticos
usados em sabonetes bactericidas (vide estrutura), contribui para
o crescimento do colônias resistentes. Seus resultados mostram
que triclosan tem um sítio de ação definido e
que bactérias mutantes podem aparecer. 
Isto auxilia no surgimento de bactérias imunes aos antibióticos
terapêuticos. "People think they are sterilizing the
world by using these products and, in fact, they are potentially changing
it,” disse Dr. Stuart Levy, um dos autores. “They really are
over-the-counter antibiotics.”
Existem evidências fortes de que a população mundial
vem usando antibióticos desnecessariamente. Os órgãos
de saúde já vêm alertando sobre o problema há
muito tempo. |
Como contém
tanto aminoácidos (peptídeos) e acúcar a vancomicina
é classificada como um glicopeptídeo. A questão
que intriga
os químicos é: como esta droga age no organismo? Um bom
ponto de partida é saber que, para um antibiótico ser válido,
deve interagir somente com a parede celular da bactéria, e ser
inerte às células humanas. As paredes celulares de bactérias
são formadas pelos mesmos componentes que constituem a vancomicina:
amino ácidos e açucares. Entretanto, estas paredes tem uma
arquitetura diferente: são os acúcares que estão
interligados em longas cadeias com amino ácidos "pendurados".
Além disso, os peptídeos de uma determinada cadeia estão
interligados com os peptídeos da cadeia vizinha. Desta forma, as
camadas de cadeias de açúcares estão ligadas entre
si. Toda esta "interconectividade" é que garante às
paredes celulares de bactérias uma propriedade especial: rigidez.
Uma forte parede celular atua como uma barreira entre a célula
da bactéria e as vizinhanças aquosas. Sem esta barreira,
a célula iria absover muita água e a bactéria acabaria
morrendo. A vancomicina é, portanto, o "alfinete" que
estoura esta "bolha". A molécula pode se ligar, devido
a sua semelhança estrutural com os amino ácidos "pendurados",
nas cadeias de açúcares. A vancomicina reconhece dois amino
ácidos presentes nos peptídeos da bactéria - duas
formas da alanina. O esqueleto da vancomicina pode formar até 5
fortes pontes de hidrogênio com os peptídeos.
QMCWEBperguntou
Na última edição,
perguntamos:
Você tomou algum antibiótico
nos últimos 30 dias?
35% disseram SIM
65% disseram NÃO
total: 83 votos
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Estas cadeias,
então, perdem a habilidade de se ligar a outras cadeias via interligação
peptídica. Isto é suficiente para tornar a parede celular
menos rígida e espalhar o desastre para as bactérias!
| Bactérias
Resistentes |
Uma
bactéria pode adquirir resistência a um determinado antibiótico
por várias maneiras.
Tais como a mutação genética que, no caso das
bactérias, ocorre com muita frequência. Algumas vezes
a mutação pode levar, espontaneamente, a uma bactéria
que resiste a droga aplicada. As outras bactérias podem, também,
adquirir esta resitência através da troca de genes com
as bactérias resitentes. Na verdade, a troca de genes entre
bactérias é tão comum, que poderia se olhar a
colônia de bactérias como sendo um único organismo
multicelular.
Quando um antibiótico ataca um grupo de bactérias, as
células suscetíveis irão morrer. Algumas células,
entretanto, irão sobreviver e, na ausência de competidores,
irão se proliferar. Um nova colônia, então, é
formada - de bactérias resistentes. |
Bem, isto
é o que acontece com as bactérias "normais". A
mágica inicia quando se pensa sobre os "SUPERBUGS". Estas
bactérias possuem, no lugar dos grupos alanina-alanina, grupos
alanina-lactato. A vancomicina, portanto, não é capaz de
ligar-se a este sítio, não apresentando nenhum perigo para
a bactéria.
Três químicos (Evans, Nicolau e Boger) chegaram, independentemente,
a uma série de reações que permitia se chegar a vancomicina
(sem os dois grupos açúcares) a partir dos materiais elementares
(i.e., amino ácidos). Nicolaou publicou a síntese da molécula
inteira. Jonathan Ellman e seu grupo usaram as ferramentas da química
orgânica sintética para melhorar a vancomicina: utilizando
uma técnica chamada "Química Combinacional" eles
encontraram qual seria o grupo necessário na vancomicina para que
esta interagisse com os Superbugs. O resultado foi que cerca de 40.000
novos tipos de vancomicina poderiam ser capazes de se ligar aos superbugs.
O grupo de Ellman, então, partiu para testes químicos: eles
prepararam cadeias com cada um dos análogos da nova droga. Em um
frasco com água, eles adicionaram todas as "vancomicinas"
e também moléculas de alanina-lactato, ligadas a uma sonda
fluorescente. Somente alguns protótipos de vancomicina apresentaram
fluorescência, i.e., ligaram-se às moléculas alanina-lactato.
Estes são exatamente as vancomicinas capazes de derrotar o superbug!
Seus resultados ainda não chegaram ao mercado, mas indicam que
há, sim, uma maneira de combater os superbugs! Daniel Kahne da
Princeton University diz que "The scientis are progressing towards
better and better drugs that can hopefully keep infections at bay".
Resumindo, talvez novos superbugs apareçam, mas sempre haverá
químicos que podem lutar contra estes e salvar a humanidade
da terrível ameaça dos Supervilões!
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qmcweb://sala.de.aula
confira aqui exemplos de como ensinar química
na sala de aula
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01.
O "Air Bag" e a Lei dos
Gases Ideais
Uma forma interessante de se iniciar uma aula sobre o estado gasoso
e a lei dos gases é discutindo-se sobre o Air Bag. Cerca
de 70% dos automóveis americanos tem este dispositivo e o
congresso brasileiro já estuda uma lei para torná-lo
obrigatório nos automóveis nacionais. Como funciona,
entretanto, o air bag?
De alguma forma, o saco plástico na frente do motorista se
enche, subitamente, no caso de uma colisão. De onde vem este
ar? Poderia ser proveniente de um cilindro com gás comprimido,
mas a velocidade de efusão deste gás não seria
suficientemente grande para encher os 70 litros do saco antes da
colisão (o professor pode aproveitar a chance para definir
os termos "efusão" e "difusão",
bem como citar a Lei de Grahan). O gás vem, na verdade, de
uma reação química de decomposição,
muito simples.
A mistura química responsável pela liberação
do gás consiste de NaN3, KNO3, e SiO2.
Um impulso elétrico causa a "detonação"
da reação, que produz gás nitrogênio
e silicato alcalino ("vidro").
(1) NaN3 --> 2Na + 3N2
(2) 10Na + 2KNO3 --> K2O + 5Na2O
+ N2
(3) K2O + Na2O + SiO2 --> silicato
alcalino
Por que não fazer um problema para a sala de aula? Que tal
calcular a quantidade de NaN3 necessária para
encher um airbag de 70 litros, na temperatura ambiente? Sabendo-se
o volume e a temperatura, fica fácil calcular (PV=nRT) o
número de mols de N2 necessários para encher
o balão. Este gás é gerado nas reações
(1) e (2). Se aplicarmos um pouco de estequeometria nas reações,
chegaremos a massa necessária de NaN3. É
uma maneira interessante e moderna de se iniciar um estudo sobre
os gases!
(maiores informações:
J. Chem. Ed., 73, 1996, p347)
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Se
você tem alguma dica interessante para a sala de aula, bote
sua idéia no QMCWEB! |
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qmcweb://polêmica
No exemplar 7, QMCWEB publicou um artigo
do prof. Pinheiro, sob o título: "Matéria
não pode ser convertida em Energia". Vários e-mails
chegaram até a redação discordando da posição
do prof. Pinheiro. Na última semana, um raivoso estudante do curso
de física da unesp, após enviar uma série de e-mails,
veio até aqui pessoalmente, com um artigo (Pode
energia virar matéria? Sim!!!) nas mãos.
Os argumentos que tal aluno utilizou para comprovar sua tese que matéria
pudesse "virar" energia são exatamente os mesmos
que o prof. Pinheiro usou para sua antítese. O que há
de errado, então, nisto tudo? Como conclusões completamente
diferentes brotam de argumentos idênticos? Após uma cuidadosa
análise, QMCWEB encontrou a raiz problema: não é
física, química ou matemática - mas língua
portuguesa!
"Pergunta: Pode a MATÉRIA
ser convertida em ENERGIA?
Resposta: NÃO!" Este é o título
do artigo no Journal of Chemical Education (Bauman, R. P., J. Chem.
Ed., 1966, 43, 366). Este artigo chama a atenção sobre
o erro cometido por muitos livros que afirmam que Matéria e Energia
são interconversíveis. Mais recentemente (1999), no livro
"The Elegant Universe", o autor Brian Greene (um físico),
na pagina 145, tem uma frase que ilustra o engano: "Now, from special
relativity we know that energy and mass are two sides of the same coin:
GREATER energy means GREATER mass, and vice-versa". Isto
nao é CONVERSÃO, ou é?
O professor James
Rees , um físico da Universidade do Texas, também
preocupa-se em desmistificar o engano que a equação E=mc2
pode induzir: MATÉRIA não pode ser
convertida em energia: "In E=mc2, rest-mass
energy and momentum energy are interchangeable, not matter and energy.
Both energy and matter are permanent".
Está claro, portanto, que a confusão principal foi a linguística.
Matéria, tal como publicou o QMCWEB, não pode ser convertida
em Energia. E este era o principal tema do artigo do prof. Pinheiro. Vale
lembrar que massa e MATÉRIA são termos com diferentes significados.
E, como disse Einstein, "Mass is just a form of Energy".
Um dos objetivos do QMCWEB é promover a discussão e o
debate científico entre seus leitores. Juntamente com outros,
este objetivo tem sido alcançado. Participe dos debates promovidos
pelo QMCWEB!
qmcweb://e-mail
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QMCWEB://Serviço
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Prêmios
O
Prêmio Jovem
Cientista deste ano também terá uma versão para estudantes
do ensino médio, chamada Prêmio Jovem Cientista do Futuro. O tema
é igual para todos: "Saúde da População - Controle da Infecção Hospitalar".
Criado em 1981 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico, CNPq,
o prêmio conta com o patrocínio da Gerdau e da Fundação Roberto Marinho.
Os temas sempre envolvem a aplicação prática da ciência, com o objetivo
de buscar soluções como a do médico húngaro, que conduzam à melhoria
da qualidade de vida da população. O prazo de entrega dos trabalhos
é mais curto para os pesquisadores (30 de outubro de 1999) e um pouco
mais dilatado para os estudantes (30 de novembro de 1999). Os prêmios
variam de 30 a 2 mil reais, mais 6 microcomputadores para os orientadores
classificados.
II PREMIO RECICLOTECA DE MONOGRAFIAS
promovido pela Recicloteca um Centro Informacoes sobre Reciclagem
e Meio Ambiente da Associacao Ecologica Ecomarapendi, com o apoio
do Projeto Brahma de Reciclagem. A criacao de um premio para monografias
tem como objetivo primordial incentivar a producao bibliografica em
areas que envolvam a reciclagem, assim como resgatar e reunir informacoes
hoje dispersas em bibliotecas, empresas, orgaos governamentais e no
testemunho de pessoas que atuam ou atuaram neste ramo.
Maiores informações: Recicloteca
SBQ-
SUL
O VII Encontro de Química da Região Sul ocorre nos dias
3, 4 e 5 de novembro de 1999 em Tubarão, SC. Trabalhos podem
ser enviados (resumos) até o dia 20/9. Informações?
48-621-3128 ou sbqsul99@unisul.rct-sc.br |
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MURAL
PG
Inscrições para ingresso no Curso de
Mestrado e de Doutorado em Química da UFSC:
01/10 a 30/11/99 Informações:
Coordenadoria ou e-mail pgqmc@qmc.ufsc.br
QUALIFICAÇÃO:
Estudo do efeito do aumento da Tensão Estérica
sobre a hidrólise ácida de o-alquil acetais derivados
do benzaldeído
Alexanders Tadeu Belarmino
Orientador: Dr. Dino Zanette
24/09/99 SEX 10:00 h
Todos
os eventos serão na Sala PGQ - anfiteatro CFM
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EDITORIAL
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Esta
edição do QMCWEB apresenta uma ótima novidade:
o qmcweb://sala.de.aula! Aqui, educadores de química poderão
compartilhar suas experiências em sala de aula. Em outra matéria,
o qmcweb fala sobre cristais líquidos - um dos objetivos
do qmcweb é a divulgação da produção
científica de nossa universidade. E, se promover discussões
for, também, um dos objetivos...a polêmica está
no ar!
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ARQUIVO://
Edições
Anteriores
1.
ESPECIAL: Química Geral
virtual: feedback
2. O
Prêmio Nobel de Química poder ser Brasileiro!
3.
Pesquisa Brasileira vai para
o Espaço
4. O
que são as Dioxinas ?
5.
Computadores Orgânicos
6. Viagra:
revogando a lei da gravidade
7. Energia
NÃO pode ser convertida em matéria
8. Alimentos
Transgênicos: está servido?
9. Biomassa:
a energia do próximo milênio
10. Como
agem os Quimioterápicos
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QMCWEB://do.leitor
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Este espaço é
seu! Participe!
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ORÇAMENTO: Este problema ocorreu tambem com outra universidade
federal do RS. Solucao: paralizacao das aulas aos alunos de outros
cursos por falta de dinheiro tempo = curto dinheiro = apareceu O
CFM deve exigir ! ou entao que os cursos que utilizam os laboratorios
transfiram a cota referente a desepesa de seus alunos para com o
CFM, se esta nao foi contabilizada. CCS,CTC,etc ---> CFM Senao !?!?!!?!
A situacao ficou seria, a tal ponto que tenhamos que criar algoritmos
"!!!extremamente sofisticados!!!", os quais, pelo visto ainda nao
chegaram ao conhecimento de muitas pessoas !Embora tenhamos a internet,
a informacao ainda parace nao ser tao rapida ! :)"
Cristiano Giacomelli . Química - UFSC
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Muito interessante a edição nº 10 Qmcweb. Nós leigos não entendemos
nada daquelas estruturas, mas precisamos saber o que está sendo
estudado pra melhorar a nossa expectativa de vida. Muito interessante
a química. Tem coisas aí que pensei que somente quem estudasse fosse
a medicina.
Nerilde Vanzella - RBS - Florianópolis.
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Sou mestranda em Engenharia Química e
estou comecando
a parte
pratica do curso. Pretendo trabalhar com biodegradacao de cianetos.
Gostaria de algumas informacoes. Alguém já trabalhou com
cianetos? Conhecem técnicas para se trabalhar com cianetos em laboratório?
O resíduo é de indústria galvânica.
Mariane Bonatti - Eng. Química
QMCWEB://e-mail
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artigos
estruturas químicas expectros de infravermelho propriedades termodinâmicas
citações na literatura informações sobre compostos
orgânicos identificação online de compostos orgânicos
multiprocura
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