Veja
nesta edição:
SN2: Substituição
nucleofílica bimolecular
Mas a pergunta
é: por quê cargas d'água
iria um nucleófilo atacar um carbono?! A resposta está
no simples fato de que cargas opostas se atraem. Um nucleófilo
é uma espécie química que é atraída
por cargas positivas - algumas vezes, chega a possuir, de fato, carga
negativa. Como o grupo de saída ligado ao carbono que irá
sofrer o ataque do nucleófilo invariavelmente saca elétrons
do carbono, deixa-o com uma carga parcialmente positiva - um forte candidato
para a substituição nucleofílica.
O ataque
do nucleófilo sempre é ao longo do eixo de ligação
C-X - o caminho de menos energia para a reação. Uma das
principais características da SN2 é que o processo provoca
uma inversão da configuração do átomo de carbono
ligado ao grupo de saída (inversão de Walden). Se o reagente
de partida for um composto quiral e na forma pura, o produto também
será quiral, mas com a configuração oposta. Por exemplo:
a reação entre o íon acetato e o (S)-2-bromo-1-fenilpropano
produz o composto (R)-2-acetato-1-fenil-propano.
SN1: Substituição nucleofílica unimolecular Os produtos
de uma reação SN1 são similares aos da reação
SN2, mas o mecanismo é completamente diferente. Nesta reação,
não ocorre inversão do configuração do carbono
eletrófilo, e pode acontecer rearranjos do carbocátion:
neste mecanismo, há a formação de um intermediário
iônico.
Como o nucleófilo
não participa da etapa limitante da velocidade, a nucleofilicidade
do nucleófilo não tem efeito sobre a reação:
isto significa que nucleófilos pobres, como água e álcools,
podem reagir via SN1. E1: Eliminação de primeira ordem A reação
de eliminação que ocorre pelo mecanismo E1 passa por uma
etapa inicial com a formação de um carbocátion. Esta
é a etapa lenta, que envolve o desprendimento do grupo de saída.
A etapa seguinte é o ataque do nucleófilo - mas não
sobre o carbono e sim sobre um átomo de hidrogênio (próton)
ligado ao carbono adjacente. O resultado é a produção
de dois carbonos sp2, ou seja, a formação de uma ligação
dupla.
E2: Eliminação de segunda ordem O termo
E2 significa "Eliminação Bimolecular", ou "Eliminação
de segunda ordem". . Como em qualquer reação de eliminação, o produto
tem um grau a mais de insaturação que o substrato de partida. A de-hidro-halogenação
de um haleto de alquila, por exemplo, produz um alceno. Em contraste às
reações E1, as reações E2 são promovidas por uma base forte: a base é
vital para a reação, e está diretamente envolvida na etapa determinante
da velocidade. Como a reação é bimolecular, envolve uma cinética de segunda
ordem, isto é, duas moléculas precisam colidir para que a reação ocorra.
A lei da velocidade para uma reação via E2 é v=k.[substrato].[base].
Como mostra o mecanismo, os átomos H e X precisam estar em carbonos adjacentes,
e o ataque da base sempre é antiperiplanar.
A polaridade do solvente não é muito importante. Tal como na reação E1, o substrato deve ser altamente substituído. Como E2 não passa pela formação de intermediário iônico (carbocátion), não ocorrem rearranjos na estrutura do substrato. Este deve possuir um bom grupo de saída. Esta reação provoca o surgimento de uma estereoquímica preferencial: se os grupos R ligados ao carbono que possui o grupo X forem diferentes, assim como os grupos R ligados ao carbono que irá perder o hidrogênio, existe apenas uma orientação possível na qual o hidrogênio e o grupo X estão em posição antiperiplanar. Isto pode levar à formação de apenas isômeros R ou S do alceno. Em Química
Orgânica avançada aprendemos que, de fato, nenhuma reação
química ocorre via somente um dos mecanismos vistos acima. No caso
de uma substituição, por exemplo, existe sempre uma competição
entre SN1 e SN2. Mas, no curso de graduação, aprendemos
os mecanismos separadamente - assim teremos já esta "bagagem"
quando chegarmos à pós-graduação. De qualquer
forma, a tabela abaixo resume as afinidades mecanísticas correlacionadas
com a substituição do carbono eletrofílico.
Não perca: |
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