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QMCWEB
apresenta:

uma
síntese de nossa Época.
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Estrutura
Molecular dos Polímeros
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Dependendo
da natureza química dos monômeros
e da técnica empregada para a polimerização,
os polímeros podem exibir diferentes
tipos de arquiteturas. Os mais comuns são
os de estrutura linear, ramificada ou em rede.
A primeira figura, ilustra o polietileno
de alta densidade (HDPE): uma molécula
de cadeia longa elinear, feita pela polimerização
do etileno, um composto cuja fórmula
estrutural é CH2=CH2.

A indústria também
produz uma outra variedade de polietileno,
que possui cadeias ramificadas. Este é
conhecido como polietileno de baixa densidade
(LDPE), e esta ilustrado na figura abaixo.
O impedimento espacial provocado pelas ramificações
dificulta um "empilhamento" das
cadeias poliméricas. Por esta razão,
as forças intermoleculares que mantém
as cadeias poliméricas unidas tendem
a ser mais fracas em polímeros ramificados.
Por isso o LDPE é bastante flexível
e pode ser utilizado como filme plástico
para embalagens, enquanto que o HDPE é
bastante duro e resistente, sendo utilizado
em garrafas, brinquedos, etc..

A figura seguinte mostra um
polímero cujas cadeias estão
entrelaçadas numa complexa rede de
ligações covalentes. O exemplo
da figura é a resina fenolformaldeído,
onde moléculas de fenol são
unidas pelo formaldeído.
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Nossos descendentes, no futuro, talvez se refiram à
nossa época como sendo a era dos plásticos.
Embora o primeiro polímero sintético
só tenha sido obtido em 1907, hoje os plásticos
já estão onipresentes em nosso cotidiano.
Muitos dos utensílios domésticos, automóveis,
embalagens e até mesmo roupas, são feitas
com polímeros. Seria possível a vida humana,
mantendo os atuais padrões de conforto, sem os
plásticos? O
QMCWEB desta semana apresenta
"A
era dos Plásticos", uma síntese de
nossa época.
Um
polímero é uma macromolécula
formada pela repetição de pequenas e simples
unidades químicas (monômeros), ligadas
covalentemente. Se somente uma espécie de monômero
está presente na
estrutura do polímero, este é chamado
de homopolímero. Se espécies diferentes
de monômeros são empregadas, o polímero
recebe a denominação de copolímero.
Polímeros
biológicos fundamentam a existência
da vida, e existem desde o surgimento da primeira célula
na superfície da terra. Os polímeros naturais
têm sido empregados pelo homem desde os mais remotos
tempos: asfalto era utilizado em tempos pré-bíblicos;
âmbar já era conhecido pelos gregos e a
goma pelos romanos. Os polímeros sintéticos,
porém, somente surgiram no último século.
Um grande marco na história da indústria
de plásticos foi a descoberta do processo
de vulcanização da borracha em
1839 (a partir do látex, um polímero natural,
que já era largamente empregado) pela Goodyear.
O próximo grande passo foi a nitração
da celulose, resultando na nitrocelulose, produto comercializado
primeiramente por Hyatt, em 1870. De
seu produto foi obtido o celulóide, alavancando
a indústria cinematográfica.
Em 1865 foi descoberto o processo de acetilação
da celulose, resultando em produtos comerciais de grande
uso no início deste século, como fibras
de rayon, celofane, entre outros. Entretanto, o primeiro
polímero puramente sintético somente surgiu
em 1907; resinas de fenol-formaldeído foram
produzidas por Baekeland - entre elas, o primeiro polímero
sintético de uso comercial: o "Bakelite".
Desde então, a indústria e o uso de polímeros
não para de crescer.

Hoje, mesmo roupas e demais vestimentas são
feitas com fibras poliméricas sintéticas.
Roupas especiais, como o uniforme de astronautas, vestes
dos corredores de fórmula 1, e roupas de mergulho
submarino também são produzidas com polímeros
especiais, que possuem as propriedades desejadas, em
cada caso.
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Ano
de introdução de alguns polímeros
no mercado
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1930
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Borracha
estireno-butadieno
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1943
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Silicones
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1936
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Poli(cloreto
de vinila) (PVC)
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1944
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Poli(etileno
teraftalato)
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1936
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Policloropreno
(neopreno)
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1947
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Epóxis
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1936
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Poli(metil
metacrilato)
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1948
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Resinas
ABS
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1936
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Poli(acetado
de vinila)
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1955
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Polietileno
linear
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1937
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Poliestireno
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1956
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Poli(oximetileno)
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1939
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Nylon
66
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1957
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Polipropileno
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1941
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Poli(tetrafluoroetileno)
(teflon)
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1957
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Policarbonato
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1942
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Poliesteres
insaturados
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1964
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Resinas
ionoméricas
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1943
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Polietileno
ramificado
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1965
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Poli(imidas)
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1943
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Borracha
butilada
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1970
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Elastômeros
termoplásticos
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1943
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Nylon
6
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1974
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Poliamidas
aromáticas
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Alguns
polímeros foram verdadeiros salva-vidas. A polimerização
do N-vinilpirrolidona foi
recebida com grande ímpeto durante a Segunda Guerra
Mundial, quando os alemães usaram soluções salinas
do polímero como um substituto do plasma sangüíneo nos
soldados
feridos de suas tropas. O PVP - poli(vinilpirrolidona),
possui um baixo grau de toxidade e tem sido utilizado
também em cosméticos, adesivos, indústria têxtil, lentes
de contato, e numa variedade de fármacos, incluindo
a manufaturação de materiais micro-encapsulados. Um
complexo de PVP com iodeto é um dos anti-sépticos mais
utilizados.
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Como
os polímeros são feitos?
Os polímeros são produzidos sinteticamente
através da reação de polimerização
de seus monômeros. Um dos métodos mais
utilizados, nas indústrias, para a produção
de polímeros de vinilas é a polimerização
em emulsão. Este processo envolve uma emulsão
estável de água, monômeros do polímeros,
e um surfactante (sabão ou detergente) como o
agente emulsificante. Os surfactantes formam micelas,
que dissolvem os monômeros, geralmente hidrofóbicos.
Os iniciadores de radicais livres, quando jogados na
fase aquosa, também migram para a fase micelar,
iniciando a polimerização. As vantagens
deste método incluem o baixo consumo de energia
(a reação pode ser feita mesmo na temperatura
ambiente) e a obtenção de polímeros
com grande massa molar. A maior desvantagem é
que a formulação é relativamente
complexa se comparada com os outros métodos,
e requer uma etapa de purificação do
polímero que, algumas vezes, pode ser problemática.
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Você
sabia?
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| Alguns
tipos de polímeros são capazes
de conduzir corrente elétrica. O QMCWEB
já falou sobre os polímeros
condutores;
clique aqui e saiba mais! |
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Amorfo
X Cristalino
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Os polímeros
exibem 2 tipos de morfologia no estado sólido:
amorfo e semicristalino. Em um polímero
amorfo, as moléculas estão orientadas
aleatóriamente e estão entrelaçadas
- lembram um prato de spaghetti cozido.
Os polímeros amorfos são, geralmente,
transparentes. Nos polímeros semicristalinos,
as moléculas exibem um empacotamento regular,
ordenado, em determinadas regiões. Como
pode ser esperado, este comportamento é
mais comum em polímeros lineares, devido
a sua estrutura regular. Devido às fortes
interações intermoleculares, os
polímeros semicristalinos são mais
duros e resistentes; como as regiões cristalinas
espalham a luz, estes polímeros são
mais opacos. O surgimento de regiões cristalinas
pode, ainda, ser induzido por um "esticamento"
das fibras, no sentido de alinhar as moléculas.

A figura acima ilustra um diagrama de Volume
vs. Temperatura para dois polímeros:
um amorfo e um semicristalino. Em baixas temperaturas,
as moléculas de ambos os polímeros
vibram com baixa energia; eles estão "congelados"
em uma situação do estado sólido
conhecida como "estado vítreo".
Na medida em que o polímero é aquecido,
entretanto, as moléculas vibram com mais
energia e uma transição ocorre:
do estado vítreo para o estado rubbery.
Neste estado, o polímero possui um maior
volume e uma maior dilatação térmica
e maior elasticidade. O ponto onde esta transição
ocorre é conhecido como temperatura de
transição vítrea, e está
denotado no gráfico como Tg.
Quando aquecidos, os polímeros podem vir
a derreter. A temperatura de fusão dos
polímeros é indicada, no diagrama,
como Tm. No estado
líquido, os polímeros podem ser
moldados ou divididos em micro-fibras, por exemplo.
Somente alguns polímeros podem ser derretidos,
e são chamados de termoplásticos.
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O
que são COPOLÍMEROS?
Muitas vezes, o polímero é formado pela
união de dois ou mais monômeros diferentes.
Estes polímeros são chamados de copolímeros,
em contraste aos homopolímeros, que são
formados pela repetição de somente um
monômero.

Os Copolímeros, por outro lado, são
produzidos com dois ou mais monômeros, cujas unidades
podem ser distribuídas randomicamente, em uma
maneira alternada ou em blocos. As figuras abaixo ilustram
estas situações.
Nestas
figuras, a estrutura molecular de cada polímero
é demonstrada, esquematicamente, com as unidades
de repetição de cada polímero.Tais
combinações permitem aos químicos
criar polímeros com diferentes propriedades,
baseados nas estruturas obtidas.
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Nas
indústrias, os polímeros e/ou copolímeros
podem ser misturados, obtendo-se Blendas Políméricas.
Quando miscíveis, as propriedades das blendas
derivam das propriedades dos polímeros individuais,
embora uma ação sinérgica pode
vir a ocorrer. De acordo com a aplicação,
podem-se preparar diferentes blendas, de distintas composições,
resultando em polímeros com diferentes propriedades
físico-químicas.
Produtos industriais incluem homopolímeros, copolímeros,
blendas homogêneas e blendas heterogêneas.
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Grupo
da UFSC pesquisa POLÍMEROS
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Um
grupo de pesquisa de nosso departamento estuda
propriedades físico-químicas de
polímeros, filmes poliméricos, blendas
e copolímeros. O grupo é constituído
pelos professores Valdir Soldi e Alfredo Tibúrcio
Pires, e vários alunos de graduação
e pós-graduação. Na foto,
o prof. Alfredo.
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