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Após ter escapado duas vezes da morte em acidentes
no laboratório, e já parcialmente cego,
Robert Bunsen,
um dos pioneiros da espectroscopia química, morreu,
há 102 anos. Para o mundo, ele deixou todo o
legado de seu trabalho, muito mais do que o bico
de bunsen - peça onipresente em todos
os laboratórios de química geral.
A
invenção do bico de bunsen abriu o campo
da espectroscopia química. Pela primeira vez
era possível se observar, sem interferência
da fonte, as linhas de emissão espectral dos
elementos, tais como o Rubídio e o Césio,
que foram descobertos por Bunsen; "I'm
calling the new metal "caesium" on account
of the splendid blue line in its spectrum",
dizia em uma carta para Kirchhoff.
Suas contribuições não param por
aí: ele foi o inventor do primeiro
antídoto contra o arsênio; ajudou
Frankland a desenvolver o conceito de valência;
forneceu os primeiros suportes experimentais para a
teoria de radicais em compostos orgânicos; inventou
toda uma metodologia para análise de gases; criou
vários instrumentos (ele era um excelente vidraceiro!)
para laboratório; estudou o efeito da luz em
certas reações orgânicas; e, finalmente,
desenvoulveu um aparelho para produzir o máximo
de luz possível de uma reação de
combustão. Um aparelho que faz uma mistura controlada
entre o ar e o gás, produzindo uma chama forte,
quente, limpa e uniforme: este aparelho ficou conhecido
como "bico de bunsen". Impressionante, não?!
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