
Nesta edição:
Marcelo Giovanela e Janaina Crespo:
um casal de químicos da UFSC
estudando na França
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Na última enquete do QMCWEB, mais
de 80% dos leitores disseram que gostariam de fazer um curso de
pós-graduação no exterior. Marcelo e Janaina
estão realizando o sonho destes leitores: ambos estão
fazendo um doutorado sandwich, entre UFSC/Floripa e Bordeaux/França.
O QMCWEB desta semana apresenta este simpático casal: com
vocês, Marcelo e Janaína:
QMCWEB://
Quando vocês estavam na graduação, havia o sonho
de estudar no exterior? O país sonhado era a França?
Janaina://
Não. Na verdade eu pensava em estudar na Inglaterra. Mas,
como surgiu a oportunidade acabei vindo fazer parte de meu doutorado
aqui na França. Finalmente posso dizer que estou gostando
do país e principalmente do trabalho que estou desenvolvendo.
Marcelo:// Sim, na verdade sempre sonhei em desenvolver parte
de meu doutorado aqui na França.
QMCWEB://
Como surgiu a oportunidade?
Janaina://
Existia
inicialmente uma colaboração científica entre
o Prof. Dr. Valdir Soldi (UFSC) e o Prof. Dr. Redouane Borsali (Universidade
Bordeaux 1 França). A oportunidade surgiu en função
de uma visita do orientador francês ao Departamento de Química.
A partir daí, deu-se início à discussão
do projeto e à preparação da documentação
necessária para o pedido de bolsa junto à CAPES. No
momento, este trabalho de cooperação entre as duas
Instituições é financiado pelo projeto CAPES/COFECUB.
Marcelo://
O
vínculo entre o Laboratório de Toxicoquímica
dos Sistemas Naturais (LPTC Universidade Bordeaux 1) e o
Laboratório de Química Ambiental e Geoquímica
(LQAG UFSC) já estava, de certa forma, estabelecido.
A Profa. Dra. Maria Marta de Souza Sierra, através de um
projeto entre a UFSC e a França, teve a oportunidade de realizar
seu doutorado pleno no atual laboratório onde estou desenvolvendo
meu projeto de pesquisa. A partir daí, pude estabelecer facilmente
o primeiro contato com a Profa. Dra. Edith Parlanti, minha atual
co-orientadora, e iniciar a elaboração de um projeto.
QMCWEB://
Quais foram os procedimentos e as etapas burocráticas enfrentadas
no Brasil?
Janaina
e Marcelo://
A primeira etapa e que é fundamental para quem deseja realizar
parte de seu doutorado no exterior, é estabelecer um contato.
A partir daí, o aluno e o futuro co-orientador, juntamente
com o orientador brasileiro, poderão dar início à
etapa de elaboração do projeto. A segunda etapa consiste
em preparar toda a documentação que será encaminha
à CAPES ou ao CNPq para o pedido de solicitação
de bolsa. As informações concernentes à esta
etapa do processo, podem ser facilmente obtidas junto aos respectivos
sites destas duas Instituições. Uma dica muito importante
para quem deseja vir à França: uma noção
básica do idioma francês é bem vinda!
QMCWEB://
O que exatamente vocês fazem aí na França?
Janaina://
Eu
estou desenvolvendo um trabalho na área de Físico-Química
de Polímeros. As diferentes etapas do trabalho compreendem
desde a síntese até a caracterização
destes materiais. A principal técnica utilizada é
o espalhamente de luz, nêutrons e raios-X.
Marcelo://
Eu
trabalho com a caracterização físico-química
de substâncias húmicas. As diferentes etapas do trabalho
compreendem desde a extração até a caracterização
das diferentes frações obtidas, através de
várias técnicas analíticas como a espectroscopia
de fluorescência tridimensional, eletroforese capilar, HPLC,
ultrafiltração tangencial e ressonância magnética
nuclear de carbono-13 no estado sólido. A etapa final do
projeto consistirá na avaliação dos parâmetros
de complexação entre estas diferentes frações
e o metal cobre.
QMCWEB://
Vocês sonham em sair novamente do Brasil para um pos doc,
futuramente?
Janaina://
Sim. Mas, pretendo anteriormente me filiar a uma Instituição
brasileira.
Marcelo://
Sim,
da mesma forma que a Janaina, pretendo depois da defesa do doutorado,
estabelecer vínculo empregatício junto à uma
Instituição brasileira onde poderei exercer a atividade
de professor e pesquisador.
QMCWEB://
Qual é o conselho para o leitor do QMCWEB que também
deseja estudar no exterior?
Janaina
e Marcelo://
O principal conselho é procurar estabelecer o mais rápido
possível, um contato no exterior. Isto deve ser feito, de
preferência, durante o curso de mestrado. A partir daí,
o aluno poderá começar a preparar o seu futuro projeto,
bem como todos os documentos que serão solicitados para o
processo de seleção. Depois, é só aguardar
a resposta e, em caso positivo, preparar as malas para a viagem.
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