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CONTRIBUIÇÕES
E LIMITAÇÕES DA INFORMÁTICA PARA
@ EDUCAÇÃO QUÍMICA
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A
Informática veio para ficar! Daqui a alguns anos, usar o computador
poderá ser tão comum quanto ver TV ou usar telefone. Muito
se fala e se ouve hoje sobre Internet, "sites", "home-pages",
"softwares" e "e_mail". Esses termos e assunto já
são lugares comum em algumas escolas do ensino médio e
em muitas universidades.
Mas, então, como as professoras e professores poderiam "usar"
essas ferramentas tecnológicas,
isto é, o computador e a Internet em suas salas de aula para
ensinar química? Como esses ambientes virtuais, isto é,
os softwares educacionais e a páginas da web ou www, poderiam
ajudar aos alunos a aprender química?
Além
do problema metodológico,
é importante destacar que esses recursos não estão,
de maneira alguma, disponíveis em todos as escolas, bem como,
a maioria de professoras, professores e alunos do ensino médio
ainda não têm acesso a essa tecnologia, principalmente,
devido ao seu elevado custo. Assim, é a nossa intenção
contribuir para o debate sobre o uso da informática na educação
química, por meio de análises
de softwares e "web sites" ou sítios (páginas)
da Internet dirigidos aos ensinos médio e superior.
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O
ensino está mudando...
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| Sociedade
Industrial |
Sociedade
Informatizada |
>Todos
os alunos devem receber a mesma informação (e
ao mesmo tempo);
>Memorização da informação;
>Ênfase na transmissão do conhecimento; >Avaliação através
de provas e testes de conhecimento; >Professor é o “dono”
e o principal entregador do conhecimento. |
>Capacitações
diferentes; os alunos têm estilos individuais de aprendizagem;
>Sem memorização: saber navegar com eficiência em CD-ROM’s
e bancos de dados on-line;
>Ênfase na aprendi-zagem de interpretação e julgamento;
> Avaliação através de dossiês de trabalho (portfólios);
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Os
programas de modelagem, simulação
e de bases de dados permitem
interatividade entre usuário-conhecimento, o que pode possibilitar
ou facilitar uma aprendizagem significativa dos conteúdos químicos.
Da mesma forma, com os programas chamados sistemas especialistas e realidade
virtual, pode ser possível estabelecer uma nova forma de relacionamento
aluno-conhecimento químico, superior a atingível por meio
impresso normal ou atra-vés da aula expositiva tradicional.
Como resultado da consulta (pesquisa bibliográfica) ao Journal
of Chemical Education - JCE, entre 1977 e 1994, foram listados
488 programas,
classificados de acordo com doze categorias propostas. Também foi
feito o mesmo levantamento de 1978 a 1994, na Química Nova - QN,
onde foram encontrados 51 programas para ensino de química. Tais
programas são usados de muitas maneiras no processo
de ensino-aprendizagem: do simples exercício e prática
de problemas numéricos e tutoriais de conceitos, que avançam
sob o controle do aluno aos softwares de mo-delagem molecular, aos complexos
sistemas especialistas, baseados em inteligência artificial e softwares
de realidade virtual que permitem uma nova relação aluno-conhecimento.
| Softwares
para os químicos |
1.
aquisição de dados / análise de experimen-
tos em laboratório;
2. bases de dados (bd) simples;
3. base de dados / Hiper-texto e/ou multimídia;
4. bd / modelagem e / ou simulação com previsão;
5. cálculo computacional;
6. exercício e prática;
7. jogo educacional;
8. simulação;
9. tutorial;
10. sistemas especialistas;
11. produção de gráficos e caracteres
especiais;
12. outros tipos. |
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A pesquisa
relacionou o desenvolvimento do hardware com o software educacional,
que foi sendo desenvolvido para o ensino de química ao longo
de 18 anos. Ficam evidentes as mudanças dos programas: de simples
cálculo computacional e tutoriais, ou seja, poucos interativos
às simulações e bases de dados / modelagem e /
ou simulação com previsão, que permitem boa interação
aluno-conhecimento.
Levantamos os conteúdos mais abordados nos programas do JCE e
da QN e dos tipos mais freqüentes. Os conteúdos
mais trabalhados foram: química quântica/teoria
quântica; análises qualitativa, quantitativa, gravimétrica,
volumétrica, titulométrica; espectrofotometria, espectroscopia:
RNM, EPR; termodinâmica; estruturas, o que totaliza cerca de 49,3
% dos programas, e o tipo de maior freqüência foi o cálculo
computacional, seguido muito de longe por simulação e
tutoriais.
Quanto
aos sites da Internet, esses aparecem a partir de 1995 no JCE e depois
na QN no ano de 1998. Entre os autores nacionais que se dedicaram ao
estudo do potencial das tecnologias interativas no processo ensino-aprendizagem
de química, podemos destacar: Vieira (1997), Ferreira (1998),
Eichler (1999) e Giordan (1999). Os dois últimos com várias
publicações na Revista QN na Escola, que é dedicada
à divulgação de pesquisas sobre educação
química, principalmente, para o ensino médio.
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Colaborou:
Prof. Sérgio Lontra Vieira
- sergio@unicentro.br
Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste Guarapuava)
/ Paraná
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